sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A ''Deficiência Eficiente''!




     Stephen William Hawking,  pela simples existência, nos dá uma lição capaz de tornar insignificante qualquer dificuldade que possamos impor como desculpa na consecução de uma tarefa, por mais restritos que sejam nossos movimentos físicos.  





    Quando eu sofri um acidente que retirou-me parte da  capacidade motora dos braços e pernas - tetraparestesia espástica de membros superiores e inferiores - no primeiro ano de recuperação, ganhei de presente de um dos meus filhos, o livro O Universo numa Casca de Noz.  A leitura desse livro, não só aguçou em mim o interesse pela Cosmologia, mas também minha admiração e respeito pela genialidade deste grande ''mestre''  -  um dos mais consagrados cientistas da atualidade!



    Temas estimulantes como A Física Quântica, apresentada didaticamente no livro, nos remete a esse texto que achei oportuno transcrever parte dele: ''Escolhendo a criação de sua realidade de modo lúcido - por Silvia Malamud.  O modo como observamos o mundo que nos cerca é a escolha da realidade na qual desejamos estar inseridos, mesmo que isso por vezes seja de difícil compreensão. 

    De acordo com a física quântica, todas as nossas possibilidades estão acontecendo simultaneamente, porém quando focamos a nossa atenção para a realidade, apenas uma possibilidade é concebida como real para que possamos experimentá-la como experiência de vida.

    O problema é  que, devido às nossas dependências emocionais, acabamos repetindo padrões indesejados, achando que, apesar das infinitas possibilidades de escolhas que temos, não possuímos a capacidade de rumar para o diferente.  E - como consequência - passamos a nos repetir indefinidamente.


    A questão é que as nossas identidades estão insistentemente engajadas neste circuito. As respostas bioquímicas em nosso corpo que têm a ver com a alegria, o prazer ou a dor, seguem sempre o mesmo caminho emocional e acabamos por não conceber, por mais que possamos desejar, a ideia de que podemos ter outros coloridos com relação à alegria ou a situações totalmente novas. Na grande maioria das vezes sequer concebemos a hipótese de que atuamos em meio aos nossos vícios e padrões emocionais repetitivos. E mesmo se já estivermos aceitando estas percepções, talvez devido às nossas crenças (e dependências emocionais?), ainda custamos a conceber que temos o poder para criar algo de efetivamente novo em nossas  vidas.''

    A autora explica claramente porque algumas pessoas - muitas inclusas no nosso relacionamento diário - permanecem ''improdutivas e ociosas'' no tempo, mesmo dispondo de todas as habilidades físicas e intelectuais para novas realizações.  Essa realidade coloca em destaque, personagens supostamente ''deficientes'', como, altamente férteis e reconhecidamente  ''eficientes''.

         

     '' A vida é maravilhosa se não se tem medo dela''. Charles Chaplin.

4 comentários:

  1. Um assunto muito interessante que você abordou nesse post. Trabalho com pessoas com deficiência física, e tenho aprendido muitas lições com eles.
    A maioria faz atividades que muitos que não têm nenhuma deficiência.

    Quando fiz o post da borboleta, lembrei-me do Pequeno Príncipe, mas como meu livro está em minha casa brasileira, não tive como acessar. Obrigada por engrandecer o post com o seu comentário.

    Uma linda semana. Abraços

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  2. Eu que agradeço, pelas belas postagens no seu jardim.
    É o tempo que você dedica às plantas, pássaros, insetos, jardins e pessoas que nos faz pensar com carinho que a Nova Zelândia é muito importante pra nós; porque ela tem você aí. Grande abraço!

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  3. Os padrões indesejados são aqueles que já foram testados e insistentemente as pessoas passam por eles, pois são os mais fáceis. Esses caminhos nunca chegam a lugar algum e ficamos como cães correndo atrás do próprio rabo. Redemoinhos de pensamentos que servem apenas por gerar frustração.
    Vou te dizer Vitorio, que não sabia que a física quântica tratava desses assuntos... viu? Estou aprendendo com você!

    *Amigos conhecemos somente na hora que mais precisamos!

    Boa semana!!
    Beijus,

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  4. Luma, eu também não via ligação da física quântica com a psicologia, a filosofia e a espiritualidade. Quando li o texto da Psicóloga Silvia Malamud, achei interessante e resolvi fazer a postagem. A física quântica foi abordada sob esses aspectos no filme "Quem Somos Nós?". Obrigado pelo comentário. Bjos

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Seu comentário é o que torna especial esta postagem. Enriquece sobremaneira o conteúdo!
Lembrando Saint Éxupery:"Aqueles que passam por nós, não vão sós. Não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós".
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