De repente, me vi bem perto daquele rosto meigo e angelical , meio destorcido como se estivesse atrás de uma vidraça embaçada pelo hálito frio do inverno, tão próximo estava, que a vista deformava o sorriso imaculado que me acalmava!
Blog Dedicado aos que Amam a Liberdade, a Família e a Pátria. Porque Todos Nascemos Livres! A palavra é o instrumento irresistível da conquista da liberdade. (Rui Barbosa)
De repente, me vi bem perto daquele rosto meigo e angelical , meio destorcido como se estivesse atrás de uma vidraça embaçada pelo hálito frio do inverno, tão próximo estava, que a vista deformava o sorriso imaculado que me acalmava!
Esses dias de Inverno têm sido
inclementes!
O rigor dos dias frios e turbulentos, nos
obrigam a manter as portas e janelas fechadas. Apenas as vidraças meio
embaçadas, são nosso periscópio nesse mar revolto de vento impiedoso:
contorcendo árvores, arrancando delas, as folhas, em sucessivas lágrimas!
Recostado em minha cadeira, em silencio,
observo a luta das andorinhas - as que não emigraram- em vôos
convulsivos num sobe e desce caótico, desordenado!
Esse espetáculo confuso da Natureza atua de
certa forma, como um "carcereiro", que nos coloca em "prisão
domiciliar"!
De onde estou, vejo no horizonte os
galhos nus da paineira apontados para o céu, como enormes mãos suplicando
bênçãos! Ela é a mais alta no pequeno bosque. Sua silhueta despojada
lembra que estamos no Inverno!
Descendo um pouco mais a vista, deparo-me com
duas jovens cerejeiras - árvores símbolo do Japão - cobertas de flores.
Elas nem se importam em que estação estamos! Do outro lado do Mundo é Verão e
isso é o que importa para elas!
Semelhantes às cerejeiras, atento para
meus netos. Para eles é sempre Primavera! Nem o vento frio e a garoa
fina, são capazes de mantê-los debaixo de cobertores. São como as andorinhas,
que adoram a turbulência e descrevem nos céus, malabarismos de tirar o fôlego!
Olhando agora para mais perto de mim, vejo
que há também, certa semelhança entre
minha vida e o tempo lá fora!
No Inverno da Vida, sou agora como uma
paineira! Contudo, a renovação depois dos castigos do frio, jamais
ocorrerá em nova florada!
Como
nutriente em cinzas, desejo descansar para sempre, aos pés daquelas árvores!
Quem sabe um dia, uma semente venha germinar por perto e eu terei o privilégio
em poder fertilizá-la!
" Ninguém pode
conviver sozinho com a beleza que é capaz de perceber. E quanto a nós,
que buscamos o Absoluto, e que construímos um jardim usando a nossa
própria solidão, a Vida nos deixou a imensa paixão para aproveitar
cada instante, com toda a intensidade" Kahlil Gibran.
Publicado em https://vitornani.blogspot.com/
em 27/jun/2011.
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Desde que o trem da minha vida deixou a plataforma que ao longe, ocultou-se na neblina,
tento em vão, ouvir os sons de bolinhas de gude* e correrias de pipas!
Ouço tropas e hinos que se misturam sem cadência, sem direção.
Há ameaças a impor desvios e atalhos!
Inútil tentar voar para fora dos paralelos sinuosos e frios.
Árvores, postes e o vento embaralham as imagens girando em círculos.
O ritmo cambaleante ignora a gravidade e impõe a cadência dos passos.
O acalanto dos balanços, agora ferem profundo e perturbam a alma!
Há um chão se aproximando apressado demais!
Há um horizonte cego que sufoca a deserção, a evasiva.
Um impacto iminente precede o grito íntimo de amparo aos céus.
O negrume absorve a luz!
O silêncio implacável espanta a inércia.
Flashes caóticos revelam rostos e asas.
Entre vultos e becas, flutuo livre!
"A esperança brota eternamente no peito do homem. Ele nunca é, mas espera sempre ser feliz". Alexander Pope.
*Publicado primeiramente qui em 1 de Maio de 2015
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Mario Quintana Disponível em: <http://dicionariocriativo.com.br/citacoes/claustrofobia
A noite acendeu as estrelas porque tinha medo da própria escuridão. Mario Quintana Disponível em: <http://dicionariocriativo.com.br/citacoes/claustrofobia/citacoes/medo>. Acesso em: 19/09/2017.
A noite acendeu as estrelas porque tinha medo da própria escuridão. Mario Quintana Disponível em: <http://dicionariocriativo.com.br/citacoes/claustrofobia/citacoes/medo>. Acesso em: 19/09/2017.
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