quarta-feira, 8 de maio de 2013

"DELINQUENTES JUVENIS".

  Até quando?

 Até quando teremos que chorar pelas vidas destruídas impiedosamente nas mãos de "delinquentes juvenis"?
 Até quando teremos que gritar por providências, aos ouvidos surdos dos governantes entrincheirados nos palácios refrigerados do poder, em seus carros blindados, em seus  aviões e  hotéis luxuosos pagos com nosso suor?


  Até quando teremos que "engolir" mentiras, quando sabemos que somos o país das deficiências:  Na Infraestrutura (portos, aeroportos, estradas, ferrovias, transporte público...); na Saúde(hospitais sucateados, saneamento básico irrisório, medicina marginalizada, gestão fraudulenta em hospitais...); na Educação (verbas  reduzidas, professores incompetentes, situação  vergonhosa no mundo ...); sem falar na balança comercial em deficit histórico, dos déficits na Previdência e até nas Forças Armadas, onde a evasão de Oficiais continua em acensão!

  Mas temos superávits: superavit em assassinatos, em estupros, em corrupção no governo, em presídios transbordando, em desperdício de verbas, em títulos mundiais de futebol, em balas perdidas...
  
    " Pois é... Vamos ter de mandar mais um menor para o berçário de Maria do Rosário, de Gilberto Carvalho, de José Eduardo Cardozo. O rapaz que assaltou um ônibus e estuprou uma mulher no Rio também é menor de idade. Tem 16 anos.  Não pode publicar o nome dele não.  Menores que invadem ônibus e estupram mulheres são protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.  A imagem dele, agora, só pode  ser publicada desfocada.  É que menores que assaltam ônibus e estupram mulheres são protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.  O Estatuto protege também os menores que estouram os miolos de estudantes em frente de casa.  O Estatuto protege também os que põem fogo em dentistas.  Os ongueiros que não andam de ônibus, não moram na periferia de São Paulo nem têm um consultório para gente pobre em São Bernardo reprovam este estilo, que vai coordenando casos, exemplificando: Os ongueiros e nefelibatas gostam de tratar as vítimas como abstrações.  Por isso a capa da VEJA desta semana é tão importante. (continuar lendo - Artigo de Reinaldo Azevedo). "



    É lamentável o que está acontecendo com a juventude brasileira!

    Mais triste ainda, é ver que os responsáveis por tudo o que está acontecendo, têm a ver com a impunidade, a  frouxidão das leis, e o mau exemplo que vem deles próprios!

    Lamentavelmente, temos que voltar ao passado:  Meu passado!  Se perguntarmos aos brasileiros da minha idade, certamente, todos, ou quase todos, começaram a trabalhar logo na infância! Eu comecei em 1954 aos 9 anos de idade, plantando hortaliças no sítio; vendendo na cidade... cuidando de animais...  O trabalho e os estudos eram realizados simultaneamente, sem conflitos, sem prejuízos, sem traumas!  Consegui me formar em Odontologia, trabalhando ao mesmo tempo em que mantinha a família - minha esposa e filho!  Meus irmãos, meus filhos e netos, seguiram e estão seguindo essa doutrina desde  meus avós!

    Não defendo o trabalho infantil escravizante, mas sou contra a ociosidade!  Sou favorável à uma revisão urgente do ECA, onde só tem direitos e quase nada de deveres!

    Hoje, se a criança nasce em uma família humilde, tem o bolsa família, até os 16 anos, não pode trabalhar, mas pode votar.  Não pode cumprir pena de reclusão, mas pode matar.  Aos 18 anos, se for preso, tem o auxílio reclusão e progressão de pena num sistema prisional falido, de onde - criminosos de toda espécie  - comandam o tráfico de drogas  e armas; assaltos e roubo de cargas e bancos;  sequestros  - espalham o terror nas cidades!

    Com todo o paternalismo das autoridades do nosso país, não acredito que teremos solução a curto prazo, principalmente, se considerarmos que a maior violência é o abandono à própria sorte, a que a população está entregue!

    Estamos vivendo num país em que o "toque de recolher" foi decretado pelos infratores!

    Vivemos acuados como prisioneiros  em campos de concentração, à espera da "Divina Providência"!

    Que Brasil herdarão nossos descendentes?

    Até quando vamos nos encantar com os pivetes e os guris de Chico Buarque?

    Será que chegou a hora de "marcharmos" com Geraldo Vandré ......quem sabe faz a hora não espera acontecer...?

    "O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário". Albert Einstein.

    "O trabalho poupa-nos de três grandes males: tédio, vício e necessidade". Voltaire.

4 comentários:

  1. É amigo, as notícias vindas do Brasil não são nada animadoras. Hoje, estava comentando sobre isso com uma amiga brasileira que mora aqui na NZ. Não vivemos no paraíso, mas nada se compara a esse momento crítico da impunidade no nosso país.
    É uma pena que as coisas chegaram a esse ponto. E, por morar longe, é que posso enxergar melhor as riquezas de meu país, e como ele poderia ser um dos melhores do mundo, em todos os sentidos.
    Entendo a sua indignação. Apesar de estar longe, sou brasileira, pago todos os impostos no meu país, e tenho familiares e amigos. Desejo dias melhores pra esse povo.


    Quanto a Feijoa e Araçá, vou procurar esclarecer. Mas, a araçá que eu conheço tem as mesmas definições que você deu; e o gosto e a polpa são muito diferentes. Por isso fiz questão de mostrar o interior da fruta.

    Abraços

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  2. Isso que eu escrevi sobre a impunidade e a proteção que o Estatuto dá aos menores infratores, é pouco diante da realidade! Um dos meus filhos que morou e trabalhou nos EUA, retornou recentemente e está inconformado! Temos tudo para ser um grande país, mas acho que chega de sermos "alegres e bonzinhos" e acabar nas mãos desses menores assassinos! Até quando, Lucinha?

    E a fruta, "muito prazer, senhora feijoa"! Só você mesmo, para nos "provocar"! Abraços.

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  3. Em última análise, OLD EAGLE fica a sua corretíssima observação quanto a urgentíssima necessidade de revermos o Estatuto da Criança e Adolescentes-ECA.

    Lastimável, como nossos homens públicos apodreceram nesta inercia em não legislar ouvindo o clamor da população.

    Um abração carioca.

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  4. Parece que gritar só não basta, Paulo! Mas se apontar um canhão para o Congresso, eles fogem como ratazanas! Obrigado pelo comentário! Abraço.

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