quinta-feira, 7 de maio de 2026

MÃE!

                    


 De repente, me vi bem perto daquele rosto meigo e angelical ,  meio destorcido como se estivesse atrás de uma vidraça embaçada pelo hálito frio do inverno, tão próximo estava, que a vista deformava o sorriso imaculado que me acalmava!




    O cheiro do leite facultava  crédito de contatos antecedentes!  A temperatura do corpo externo na luz, equivalia ao das trevas no interior da matriz, onde eu fora forjado lentamente desde o embrião - quase vida!
                                       
    Mãe,  Divina Criatura!

    Cedeste o seu corpo, doaste seu sangue, nutrientes entornaste como se eu "parasita" fosse, por longos meses, para no final, constituído, me  desaguar sob lágrimas doloridas vertidas de júbilo e fadiga extinta!

    E segui pela vida, continuamente esteada pela presença tangível ou afastada, mas protegida sempre pela sua imagem inesquecível de tranquilidade e vigor!

 
    E como nada é para sempre, um dia você partiu!

    Já faz quinze anos que a fatalidade a que estão sujeitas todas as pessoas e coisas do mundo se cumpriu!

     Aprender a aceitar a perda é tarefa que demanda um esforço excessivo, portanto, impraticável!

     A vocês, que tiveram ou ainda têm suas queridas mães como acabei de descrever, dedico esta postagem acompanhada de um forte abraço!

     A vocês, que tiveram ou ainda têm mães como a de John Lennon, dedico este vídeo com meus lamentáveis cumprimentos!  https://www.youtube.com/watch?v=AN4shVzQkbo&list=RDAN4shVzQkbo&start_radio=1


FELIZ DIA DAS MÃES!
Para Sempre
"Por que Deus permite que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. 
Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça é eternidade.
Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho". Carlos Drummond de Andrade.

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