Toda vez que vejo na TV aqueles palhaços nos hospitais - distraindo crianças, jovens e idosos, internados -, vem à minha mente a figura do meu saudoso pai!
Eu tinha perto de dez anos, por volta de 1955, quando comecei a prestar atenção naquele homem - pequeno lavrador , produtor de arroz - que mesmo de uma safra reduzida, sempre doava, todo ano, um saco de 60 kg do produto em casca para as freiras que iam lá no sítio recolher o "donativo". Via também, que ele ia sempre doar sangue; às vezes vinham buscá-lo em casa.

