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Os autores do livro: Mario Sergio Cortella e Renato Janine Ribeiro, ambos renomados catedráticos em ciências humanas de conceituadas universidades do País, iluminam de forma didática e bem humorada, a escuridão em que grande parte dos brasileiros, principalmente os que viveram sob o regime ditatorial militar, como eu, e hoje, descrente dos nossos representantes no poder - corruptos e corruptores - eleitos legitimamente com nossos votos, não seria surpresa, sentirmos "nojo" até de falar em política!
No final da década de 1970, quando eu ocupava uma posição de autoridade - Chefe de uma pequena Unidade de Instrução Militar do Exército em minha cidade atual - fui convidado pelo prefeito para participar da política local - naquela época fechada aos "de fora" (forasteiros) assim chamados ainda hoje, os que não são itatibenses natos. O convite daquele político - fundamentado em meu trabalho na reconstrução da desgastada imagem da Instituição - me fizeram sentir vaidoso, mas, resolvi declinar do convite.
Pensando bem, desde minha idade escolar, sem saber, eu praticava política: quando era membro ativo do Grêmio Cívico Estudantil e mais tarde, esporadicamente, em atividades do Diretório Acadêmico, sem contar as tomadas de posição ao lado dos colegas de classe, terminando por ser orador da turma, na formatura em Odontologia.
O que me deixa indiferente, é ver que os que ingressam em cargos eletivos - Senado, Câmara de Deputados, Vereadores...todos legitimamente eleitos com nosso voto -, sequer se dão ao trabalho de propor mudanças ou ideias em favor do povo. Digo do povo, porque muitos oportunistas - ex-artistas, ex-jogadores, religiosos, celebridades em decadência, não nos representam, porquanto só se preocupam com o grupo a que eles pertencem. Grupos de: gays, comediantes, esportistas, cantores, evangélicos e assim por diante.
Certa vez recebi em minha casa, um jovem candidato a vereador, filho de um velho amigo, que crescera financeiramente no comércio da cidade prestando serviços elétricos em veículos automotivos. O objetivo da visita era evidente! Viera pedir minha ajuda e da minha família à sua campanha, sob o argumento da "velha amizade" das famílias. Prometi ajudá-lo, não sem antes, saber das suas intenções políticas: se ele conhecia as necessidades do meu bairro, sua plataforma política...Se eleito, o que poderia fazer em benefício do povo - seus eleitores, ou não! Sendo ele descendente de asiáticos - a cidade possui uma grande colônia de descendentes japoneses -, o que se viu pós eleição, foi óbvio! Falou mais alto a representatividade de grupos, principalmente, por ter sido eleito com expressiva votação de seus iguais! Ele nunca mais me visitou. Nem mesmo um só requerimento em benefício do meu bairro ele encaminhou à votação na Câmara!
No âmbito nacional, fica cada vez mais evidente a tentativa de perpetuação de um partido no comando do País, o que nos torna incrédulos quanto à lisura nos pleitos, a confiança nas urnas, etc.
Leitura recomendada -Política para não ser Idiota, Autores Mário Sergio Cortella e Renato Janine Ribeiro.
"Como todos os sonhadores, confundi o desencanto com a verdade". Sartre.
Oi, Vitorio!
ResponderExcluirPenso que o "Mito da Caverna" de Platão, impera até os dias atuais. Ser socialmente político é uma das maiores virtudes dos seres humanos e somente os idiotas (rs*) a negam! É uma pena que milhões de pessoas não compreendem o sentido real do "Ser político" e se deixam enganar por políticos que preconizam a "politicagem", forma camuflada da política, trazendo com isso bilhões de problemas para a nossa sociedade.
Bom fim de semana!!
Beijus,
Oi Luma!
ResponderExcluirTambém acho que fazer política é necessário e dever de todos os seres humanos, o que estraga são os partidos. A política partidária tem caráter tribal e sectária, na minha opinião!
Boa semana a você também! Bjo.
A politica me é difícil de aceitar e acreditar no que me dizem.
ResponderExcluirPara ser politica e pertencer um partido, eu teria de aderir a tudo quanto determinam e haveria muitas coisas com as quais eu não concordaria.
Eu ficaria dependente do partido e perdia minha liberdade de pensar e analisar e apenas teria de aceitar a maioria.
Para mim não serve! Mas é bom para os outros e isso já é suficiente
para aceitar.
Belo texto e obrigada por me visitar nos "7degraus"
Maria Luísa
A política partidária quase sempre é castradora, no ponto em que bloquei o livre pensamento quando ele não se alinha ao foco dos donos do partido! Entretanto Luísa, é necessário admiti-la com reservas sem nunca excluí-la definitivamente! Boa semana! Bjo.
ResponderExcluirOI!
ResponderExcluirA POLÍTICA, ATUALMENTE, AQUI NO BRASIL, PARA MIM, É UMA INDUSTRIA DE ENGANADORES QUE TENTAM SE ELEGER COM MENTIRAS E FALSIDADES O QUE LHES DÁ O RESPALDO PARA TODOS OS DESMANDOS QUE FARÃO SE ELEITOS,POIS SE MENTIRAM E ACREDITAMOS, AZAR O NOSSO.
PENSO EM QUEM VOTAR E ME ANGUSTIA BASTANTE, POIS SINCERAMENTE, NÃO VEJO SAÍDA.
MUITO BOM TEU TEXTO, NOS LEVANDO AO ENTENDIMENTO DO QUANTO PRECISAMOS ESTAR ATENTOS ÀS MUDANÇAS.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/
Pois é, Zilani, os nossos representantes estão tão desacreditados - por culpa deles e nossa, que escolhemos mal, que chegamos ao desânimo que noto em suas conclusões e de muitos outros, quando o assunto é política. Chegamos a afirmar que os bons, não se metem em política! Isso é muito triste! Boa semana! Abraços.
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ResponderExcluirPassei por aqui casualmente e estive a ler...Gostei imenso.
Acho que os politicos realmente não representam o povo, mas sim lutam por si próprios. Eles mesmo se auto-desacreditaram.
Bom post
Bjgrande do Lago
Obrigado pela visita, Garça Real!
ResponderExcluirBoa semana e grande beijo!
A política, ruim ou boa, existe, mas infelizmente é consequente da percepção dos eleitores.
ResponderExcluirBom Texto.
Concordo plenamente, Tito.
ResponderExcluirAbraços e boa semana!