sexta-feira, 31 de outubro de 2014

"A Dor do Crescimento".

Imagem daqui.

      Embora não se comprove que as dores que ocorrem nas pernas das crianças tenham relação direta com o crescimento, ainda assim, chamamos essas dores de dores do crescimento.  É na epífise que ocorre o crescimento longitudinal do fêmur na fase de desenvolvimento da criança.



     Por analogia, podemos afirmar que no desenvolvimento de uma cidade, também acontecem mudanças, que bem poderiam ser chamadas de dores, durante o sua fase de crescimento.

     É o que vem acontecendo com algumas cidades do país.

     Itatiba, no Interior do Estado de São Paulo,  que há 34 anos contava com pouco mais de 45 mil habitantes, poderá chegar no final do ano de 2014, com uma população três vezes maior que aquela de 1980.  Ainda assim, é classificada como uma cidade de pequeno porte, de acordo com o IBGE.

     O ponto  estratégico em que se localiza a cidade,  tem atraído nos últimos anos, grandes investimentos: em industrias, serviços, universidades...

     O clima, o ambiente serrano, grandes e luxuosos condomínios residenciais e o acesso rápido por modernas rodovias, condicionam o município na escolha decisiva, de considerável parte da sociedade paulistana, que se desloca da capital para o interior  na busca por melhor qualidade de vida.

     Porém, pela proximidade com as metrópoles: Campinas, Jundiaí e a Capital, vem sofrendo os efeitos nocivos que  o desenvolvimento acelerado trás de saldo negativo -  modificando severamente, o comportamento das pessoas, antes, cidadãos pacatos e distraídos que viviam, tranquilamente,  numa pequena cidade interiorana -,  e que nos dias atuais, tentam se adaptar a uma nova realidade: a chegada da violência endêmica das grandes cidades.


    Cabe à sociedade itatibense, levantar-se unida e com responsabilidade, honrar o nome das famílias dos antepassados, imigrantes italianos - pioneiros ilustres, que com muito trabalho - se instalaram com suas famílias, suas pequenas indústrias e comércios na cidade!


     Está na hora de esquecer a letra insossa da música: "deixa a vida me levar; vida leva eu..."  e reunir pacificamente, o povo de Itatiba nas ruas, sob o som desta música: "Vem vamos embora, que esperar não é saber; quem sabe faz a hora, não espera acontecer...!

      
"Observo hoje uma falta de indignação coletiva. Os valores morais que alicerçavam a sociedade mudaram ou fomos nós que mudamos ao nos tornarmos indiferentes". Plínio Lopes Jr.

2 comentários:

  1. Oi Victor,
    Minha irmã morou, morreu aos 46 anos.
    Eu moro no interior, mas tenho até medo de sair de casa. Aqui virou cemitério de coisas roubadas. Passou até na televisão. Saí de Santo André para criar meu filho numa pequena cidade e agora pouco saio de casa de medo da violência.
    Bom domingo

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  2. A violência está espalhada por todo o país!
    Abraços!

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