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Desde que o trem da minha vida deixou a plataforma que ao longe, ocultou-se na neblina,
tento em vão, ouvir os sons de bolinhas de gude e correrias de pipas!
Ouço tropas e hinos que se misturam sem cadência, sem direção.
Há ameaças a impor desvios e atalhos!
Inútil tentar voar para fora dos paralelos sinuosos e frios.
Árvores, postes e o vento embaralham as imagens girando em círculos.
O ritmo cambaleante ignora a gravidade e impõe a cadência dos passos.
O acalanto dos balanços, agora ferem profundo e perturbam a alma!
Há um chão se aproximando apressado demais!
Há um horizonte cego que sufoca a deserção, a evasiva.
Um impacto iminente precede o grito íntimo de amparo aos céus.
O negrume absorve a luz!
O silêncio implacável espanta a inércia.
Flashes caóticos revelam rostos e asas.
Entre vultos e becas, flutuo livre!
Livre. Eternamente livre!
"A esperança brota eternamente no peito do homem. Ele nunca é, mas espera sempre ser feliz". Alexander Pope.

