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terça-feira, 3 de abril de 2012

"Viajando na maionese".

      Nesses últimos dias, assistimos a lamentáveis manifestações, merecedoras de indignação e repúdio pelo honrado povo brasileiro!  Lembrei-me do filme"A Onda" lançado em 2008, baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.


Massa de manobra de políticos.
   Os brasileiros que empenharam-se na recondução do país à democracia, certamente, não podem aceitar indolentes o comportamento de jovens -inocentes úteis- a serviço de manipuladores baderneiros, que tentavam  a todo custo, impedir o direito de ordeiros cidadãos de se reunirem discreta, pacífica e respeitosamente em recinto fechado, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 29 de março de 2012.

domingo, 18 de julho de 2010

Raposas sorrateiras

   Quando se tem sessenta e quatro anos, às vezes, somos obrigados a voltar no tempo, para tentar explicar aos mais jovens,  como foram os anos de nossa juventude!

   Não entendo muito de política, nem de economia.

  Meu fisioterapeuta Matheus,  jovem de menos de 30 anos, me fez uma pergunta. "-Como estaria o Brasil hoje, se os militares não tivessem tomado o poder em 1964"?

  Voltei no passado para tentar responder sob o meu ponto de vista:

  No dia 31 de março de 1964, eu era recruta no honroso 6o Regimento de Infantaria -  Regimento Ipiranga, em Caçapava-SP.

  Como aluno do Curso de Cabos, e com a falta de profissionais na tropa, substituíamos,  para efeito de composição nas vagas de Terceiros Sargentos - Comandantes de Grupos de Infantaria.

  Assim, na manhã do dia 31 de Março de 1964, nas funções de Comandante do Primeiro Grupo, do Primeiro Pelotão, da Primeira Companhia de Fuzileiros do 6o RI, fui o primeiro a embarcar equipado para um combate, que felizmente não aconteceu.

  Ao retornarmos dos limites dos estados de São Paulo com o Rio de Janeiro, na cidade de Queluz, não imaginávamos o quão perto havíamos chegado de um confronto com nossos irmãos brasileiros do Rio.  Permanecemos quase seis meses aquartelados, de prontidão!

 O que se seguiu após esse episodio, dá arrepio em lembrar; ao imaginar como seria o Brasil hoje.

 Montávamos guarda numa fazenda nos arredores de Taubaté, onde centenas de caminhões, tratores e viaturas do tipo C14,  todos  nas cores verde e amarelo, trazendo um logo no qual se lia SUPRA (Superintendência de Política Agrária) uma foice e um martelo em vermelho, circundados por ramos de trigo.

  Assim, respondendo à pergunta formulada pelo amigo Matheus: "Não sei como estaríamos hoje, sem o Etanol, sem Itaipu, sem a Ponte Rio-Niterói, sem as modernas rodovias de São Paulo...Creio  que seríamos  no máximo, uma enorme Bolívia"!

  "Um comunista é como um crocodilo: quando ele abre a  boca, você não sabe se está sorrindo ou preparando-se  para devorar você". Winston Churchill.
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